Há decisões que não cabem em comitês, em conselhos de família ou em conversas com pares. Há perguntas que não se faz a um mentor, a um coach, a um terapeuta breve. Há um tipo de fadiga que não se resolve com férias, novo cargo ou aquisição bem-sucedida.
Para isso, há a análise.
Alexandre Magno · Psicanalista · Atendimento clínico exclusivamente online.
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A escuta
Antes da clínica, mais de duas décadas como executivo em grandes empresas, nacionais e multinacionais. Engenheiro de formação, com pós-graduação em economia e finanças. A psicanálise veio depois — não como reconversão de carreira, mas como deriva de algo que já se anunciava em meio às reuniões de conselho, às decisões de demissão, às madrugadas em que o sucesso não bastava.
Há seis anos atendo, em prática clínica regular, exclusivamente executivos, líderes e gestores corporativos.
Quem chega não precisa, em sessão, explicar o que é um conselho, uma sucessão contestada, uma negociação de saída, o peso de uma decisão que afeta milhares de pessoas. Essa economia de tradução libera o trabalho analítico para aquilo que de fato importa — o que se repete, o que retorna, o que insiste em não ser dito.
A quem se destina
Os analisandos que me procuram ocupam, em geral, posições de alta responsabilidade — fundadores, executivos C-level, sócios de firmas de investimento, líderes de grandes corporações. Chegam, na maior parte das vezes, por indicação reservada de outros analisandos.
I.Há quem chegue depois de um ciclo prolongado de alta performance, ao perceber que o sucesso não produziu o que se esperava dele.
II.Há quem chegue em momentos de transição estrutural — sucessão, saída de cargo, venda de empresa, separação, luto — e descubra que a transição revelou algo mais antigo.
III.Há quem chegue pela solidão específica de quem decide pelos outros, e percebe que não tem, em sua vida, ninguém com quem possa não saber.
IV.Há quem chegue por sintomas que o desempenho profissional vinha encobrindo: insônia que não cede, irritabilidade desproporcional, desinteresse erótico, sensação persistente de impostura, pensamentos que retornam sem se deixar nomear.
Nem toda demanda configura indicação de análise. Isso se decide na conversa preliminar.
O que a análise não é
A análise não é coaching executivo. Coaching opera no registro do desempenho; a análise, no registro do desejo.
Não é terapia breve. Não há protocolo, não há número fixo de sessões, não há objetivo terapêutico definido a priori.
Não é mentoria. Não há modelo a seguir, não há conselho a oferecer. O analista não sabe, pelo analisando, o que ele deve fazer com sua vida — e essa é, precisamente, a condição do método.
Não é aconselhamento. Não é desenvolvimento de liderança. Não é mindfulness corporativo. Não é autoconhecimento.
É outra coisa — e essa outra coisa só se experimenta em análise.
O método e a modalidade
A análise não promete tornar ninguém mais produtivo, mais resiliente ou mais equilibrado. Pode, inclusive, complicar arranjos que hoje funcionam por inércia. O que ela oferece é a possibilidade de saber, talvez pela primeira vez em anos, o que de fato se quer — e o preço daquilo que se quer.
Sessões duram cerca de cinquenta minutos. A frequência habitual é de duas a quatro encontros semanais, conforme a análise demandar.
- Duração
- cerca de cinquenta minutos
- Frequência
- duas a quatro vezes por semana
- Modalidade
- exclusivamente online, por vídeo
- Honorários
- tratados em conversa preliminar
O atendimento é, por escolha clínica, exclusivamente online.
A escolha não é de conveniência. Para o perfil de analisando que atendo, o consultório físico introduz variáveis de exposição que comprometem aquilo que a análise exige: a possibilidade de falar sem cálculo. Recepcionistas, salas de espera, encontros casuais no elevador, agendas que precisam ser justificadas a assistentes — cada um desses elementos deixa um rastro. O atendimento online, conduzido a partir de um ambiente que o próprio analisando escolhe e controla, devolve à análise a condição que lhe é estrutural: a reserva absoluta.
Há, ainda, uma dimensão prática que não é trivial. Analisandos que viajam com frequência, que dividem o tempo entre cidades e países, que operam em fusos distintos, podem sustentar uma análise regular sem que a geografia interrompa o trabalho. A continuidade, na psicanálise, não é detalhe — é parte do método.
Antes da primeira sessão, envio orientações sobre o ambiente ideal para o atendimento — conexão, dispositivo, condições de privacidade no espaço escolhido. São cuidados simples, que se incorporam à rotina rapidamente.
Honorários discutidos em conversa preliminar. Não há pacotes, mensalidades ou descontos.
Sigilo
O sigilo é absoluto. Não se trata apenas de discrição contratual: é condição estrutural do método. Não publico casos. Não solicito depoimentos. Não confirmo, a terceiros, sequer a existência de uma análise em curso. Os analisandos que me indicam outros analisandos o fazem sob sua própria reserva.
A psicanálise sustenta sua ética a partir de uma tradição própria, transmitida desde Freud, e não de um código profissional externo. O sigilo, aqui, não é cláusula contratual — é condição do método.
A modalidade exclusivamente online é, ela própria, parte dessa arquitetura de sigilo: não há registro presencial, não há trânsito visível, não há terceiros entre o analisando e a análise.
Primeira conversa
A partir da mensagem inicial, marcamos uma conversa preliminar de aproximadamente cinquenta minutos, sem custo, por vídeo, na qual escuto a demanda e avaliamos, em conjunto, a indicação. Caso a indicação se sustente para ambas as partes, combinamos os termos da análise.
Não atendo pedidos de orientação pontual, sessão única, parecer técnico ou consultoria.
Contato
O contato é direto.
Sua mensagem não passa por secretária, recepcionista, assistente ou qualquer outro intermediário. Chega a mim, é lida por mim, é respondida por mim — pessoalmente, no momento oportuno, fora dos intervalos de atendimento.
Para o público que atendo, isso não é detalhe. É raro, em qualquer instância da vida profissional, dispor de um canal em que a primeira palavra encontre, do outro lado, exatamente quem deve recebê-la.
Para o conteúdo da mensagem inicial, basta uma linha. Não é necessário descrever a demanda por escrito — isso se faz na conversa preliminar.
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